“Em todo ser vivo, aquilo que designamos como partes constituintes, forma um todo inseparável, que só pode ser estudado em conjunto, pois a parte não permite reconhecer o todo, nem o conjunto deve ser reconhecido nas partes…”

Goethe

Alimento, bem-estar e saúde

Há algumas décadas atrás os estudos sobre o homem se davam de modo bastante fragmentado, dividindo-o em suas diferentes esferas: biológica, social, espiritual e emocional, sem considerar a interação do todo. Mas felizmente esse quadro tem sido repensado. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS), tem definido o conceito de saúde, considerando o homem em seu aspecto global ao afirmar que “Saúde é o total bem-estar biopsicossocial do homem”, diferentemente de outros tempos, saúde não é simplesmente a ausência de doenças, mas sim, um total bem estar, o equilíbrio de diversos aspectos do ser humano interagindo entre si. E é na busca desse equilíbrio que pensamos na prevenção do stress e na qualidade de vida.

Para isso é preciso que façamos uma reflexão sobre nossa vida, nosso ser, nossas crenças e até mesmo em coisas bem simples, como os alimentos que ingerimos diariamente, com a finalidade de adequar aqueles aspectos que estão comprometendo nosso bem estar. Quando pensamos em alimento, em outras palavras, estamos pensando em prazer. Alimentar-se é uma das formas de prazer, porém, se não o fazemos adequadamente, pode ser uma grande fonte de culpa. Não podemos nos esquecer ainda, de que alimentar-se é o meio pelo qual fornecemos energia ao organismo. Dentro desse contexto quero chamar atenção para um ditado popular muito interessante que diz que somos aquilo que comemos. Ora a qualidade daquilo que ingerimos é que vai em grande parte contribuir para o nosso bem-estar. Isso não quer dizer que devemos esquecer ou riscar de nosso cardápio aqueles alimentos tidos como pouco benéficos ou calóricos que mais gostamos, mas sim, que devemos incluir também outros tipos de alimentos mais saudáveis na busca do equilíbrio necessário. Nosso papel é justamente esse: Buscar o prazer com o equilíbrio dos alimentos, de modo a produzir a energia necessária para o bom funcionamento do organismo.

Devemos nos lembrar que a incongruência está em querer se encaixar num determinado padrão de beleza ou num estilo físico especifico, alimentando-se excessivamente de coisas que não irão contribuir para o bem-estar, ou mesmo, abrindo mão de uma alimentação completa em nutrientes e vitaminas. Sendo os nutrientes e as vitaminas que dão vida a milhões de células em nosso organismo, que por sua vez comandam um complexo sistema em nosso ser, inclusive a qualidade do que pensamos e do que sentimos. Deste modo alimento, bem-estar e saúde, são aspectos inter-relacionados para uma melhor qualidade de vida.

Iara Maria Alves Pereira

Psicóloga CRP. 06/69640

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