Como você se percebe? Essa é a pergunta que deveríamos fazer todos os dias, para nós mesmos. A maneira mais fácil de descobrir nossa identidade é olhando para dentro de nós, para nossas crenças, nossos valores, nossos sonhos. Nós somos aquilo que acreditamos. E como construímos nossa identidade? Vivendo o que acreditamos, pois somos personagens de uma história que nós mesmos criamos.

O reconhecimento do EU, se dá no momento em que aprendemos a nos diferenciar do outro, de forma que, tenhamos consciência da nossa existência. O indivíduo está em constante mudança, sujeito a aprender e ensinar, e é a atividade que constrói a identidade. Deste modo, é importante que fique claro que a identidade é um processo de construção permanente, em contínua transformação, desde antes de nascer até a morte.

Nascemos e somos criados com características próprias. Ao longo de nossa vida nos deparamos com situações novas onde precisamos mudar nosso estado inicial: buscar um autoconhecimento, analisando antigos valores pessoais, refletindo e buscando mudanças internas necessárias para nos adaptarmos ao nosso habitat atual. Desse modo, a transformação do indivíduo está diretamente ligada à sua identificação social, interferindo intimamente na construção do ‘eu’.

A identidade é construída – como já destacado acima – através das atitudes do sujeito, e também através das relações sociais do indivíduo. A formação de identidade está associada a consubstancia do individual com o plural, o que sugere pensar no coletivo que habita cada pessoa (identidade social). Somos aquilo que se define no agora, o que trazemos de nossas experiências anteriores e o que está por vir, ou seja, o que também projetamos. Constituímo-nos em territórios existenciais, os quais são cartografias sentimentais que se traduzem na travessia, do superar-se a cada dia.

Portanto, a identidade se dá à colocação do indivíduo na sociedade, ou seja, é construída pelas características individuais desenvolvidas ao longo da história de vida de cada um, sendo o que define a existência do mesmo em seu meio social e o difere dos demais indivíduos. Deve ter-se em conta que o processo de construção de identidade é contínuo e só termina quando nos deparamos com a morte pois, nesse momento, deixamos de ser uma pessoa com um projeto de vida, com sonhos e ambições.

Por: Mateus Ribeiro Garbim

Fonte: CIAMPA (1984) & BAUMAN (2005)

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